• 12 de setembro de 2018

    Conjuntura Latitude Sul 08/2018

    Está no ar a nova edição do Conjuntura Latitude Sul!

    O Conjuntura Latitude Sul é uma publicação mensal voltada ao acompanhamento das notícias relacionadas aos temas de pesquisa dos grupos que integram a plataforma LATITUDE SUL (GRISUL, LABMUNDO, NEAAPE, OPSA).

    Esta edição do Conjuntura Latitude Sul é referente ao mês de agosto de 2018. Confira!

    Conjuntura Latitude Sul – Agosto/2018

  • 3 de setembro de 2018

    A política externa na eleição – Monitor 1: 16/08 a 29/08

    Equipe LABMUNDO, NEAAPE e OPSA

    Com o início oficial da campanha à Presidência de 2018, em 16 de agosto, o “IESP nas Eleições” deu início a uma cobertura sobre referências a respeito de política externa feitas por candidatos e candidatas. Três grupos de pesquisa do IESP-UERJ se juntaram nessa tarefa: o Laboratório de Análise Política Mundial (LABMUNDO), coordenado por Carlos Milani; o Núcleo de Estudos de Atores e Agendas em Política Externa (NEAAPE), coordenado por Letícia Pinheiro; e o Observatório Político Sul-Americano (OPSA), coordenado por Letícia Pinheiro e Maria Regina Soares de Lima. O objetivo desse monitoramento é testar a percepção comum de que a política externa é um tema ausente ou pouco tratado em campanhas presidenciais, seja porque partidos não lhe atribuiriam a capacidade de mobilizar votos, seja porque teria um caráter de política de Estado que a isentaria de conflitos políticos. A pluralidade atípica de candidaturas em concorrência nesta eleição é um cenário favorável para se verificar essas hipóteses, pois partidos que tradicionalmente não disputam a Presidência seriam levados, em tese, a desenvolver visões e propostas próprias para a política externa, decidida, em última instância, pelo chefe do Executivo.

    Nestas duas primeiras semanas de campanha, Álvaro Dias (PODEMOS) publicou seu programa de governo, no qual consta uma proposta de se buscar o desenvolvimento da indústria através da inovação, o que incluiria uma “nova diplomacia comercial” que buscasse a expansão da venda de produtos nacionais no exterior. Além do programa, o candidato declarou que o Mercosul deve se aproximar da União Europeia e manifestou apoio à criação, em maio, do Foro Permanente de Segurança entre o Brasil e os EUA, que combaterá delitos como narcotráfico, tráfico de armas, terrorismo, delitos cibernéticos, crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Dias defendeu que este mecanismo seja ampliado ainda mais, porém não especificou em que sentido1.

    Sobre os BRICS, o candidato disse que é necessário um maior pragmatismo que fortaleça a musculatura do bloco e a adoção de uma perspectiva mais econômico-comercial. Também avaliou que a política diplomática falhou nos últimos anos devido a medidas protecionistas e a múltiplas restrições que impediram o comércio2, bem como por ter se voltado para “ditaduras latino-americanas”, as quais teriam contado com financiamento com recursos públicos brasileiros. Nesse sentido, afirmou que o governo brasileiro foi cúmplice do governo chavista e que agora não se pode abandonar os migrantes venezuelanos que chegam a Roraima. A eles, caberia demonstrar caridade, manter a fronteira aberta e evitar conflitos com brasileiros3.

    Cabo Daciolo (PATRIOTA) também apresentou seu programa de governo, intitulado “Plano de Nação para a Colônia Brasileira”. O candidato entende que o Brasil não saiu de sua condição colonial porque ainda não teria conquistado soberania plena diante de interesses das “grandes corporações estrangeiras que permearam o senso político dos nossos governantes”. O programa defende o estímulo a uma cultura patrótica na sociedade, a valorização das Forças Armadas, sua maior utilização na vigilância de fronteiras e políticas econômicas que priorizem a industrialização nacional4.

    O único pronunciamento de Ciro Gomes (PDT) sobre política externa ocorreu em uma entrevista concedida à Carta Capital. Perguntado sobre a política externa do governo Lula, que segundo a revista agiu de forma independente dos Estados Unidos, Ciro deu importância ao que foi feito pelo ex-presidente, mas criticou a falta de continuidade: “Lula representou uma passagem benfazeja. … Mas essa política não foi institucionalizada. … O que foi apropriado pelo conjunto da sociedade e não foi desmanchado em dois anos de Temer?”5. O plano de governo lançado pelo candidato trouxe algumas diretrizes para a política externa brasileira. De modo geral, destaca-se a ideia de vincular a política exterior a um projeto nacional de desenvolvimento. Nesse sentido, priorizam-se: o controle nacional de recursos naturais estratégicos (petróleo, gás, água etc.); o desenvolvimento de um complexo industrial de defesa, reforçando a Estratégia Nacional de Defesa; a visão de que o Brasil é uma potência revisionista, que deve buscar uma reformulação da ordem global; a perspectiva de que a política externa deve ser, mais que independente, “transformadora”; a ênfase nas coalizações multilaterais (por exemplo, os BRICS e o IBAS); “reanimação” do projeto sul-americano, unindo a América do Sul por meio de uma estratégia compartilhada de desenvolvimento; fortalecimento das relações com os Estados Unidos; e desenvolvimento e reconstrução das relações com a China6.

    O destaque do período para Geraldo Alckmin (PSDB) foi o lançamento do site oficial de sua campanha, no dia 20 de agosto, onde consta seu plano de governo, que apresenta várias propostas para a área de política externa7. Entre as principais medidas, destacam-se: manutenção da política externa do governo de Michel Temer; promoção de uma liberalização econômica no “front” doméstico com ajuste a regras globais de comércio e parcerias com blocos econômicos regionais (Aliança do Pacífico) e intercontinentais (Parceria Transpacífica); consolidação de um acordo Mercosul-União Europeia; expansão do comércio exterior para que represente 50% do PIB; no relacionamento com os Estados Unidos, enquanto durar a presidência de Donald Trump, identificar áreas de interesse comum para negociações ponto a ponto; defender vigorosamente a democracia e os direitos humanos, em especial na América do Sul; utilizar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável como referências para o relacionamento externo brasileiro; perseguir com afinco o cumprimento das metas assumidas no Acordo de Paris; e reconhecer as diversas manifestações da cultura brasileira como ferramenta de projeção do Brasil e como parte da política de desenvolvimento econômico8.

    Para além do programa de governo, Alckmin se pronunciou sobre política externa durante sabatina promovida pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em 29 de agosto. O candidato criticou o protecionismo praticado por outros países, fazendo referência direta à política que vem sendo executada pelo presidente dos Estados Unidos, Donaldo Trump, e reiterou que, em seu governo, o Brasil pleiteará entrada na Parceria Transpacífica9.

    Duas orientações gerais de política externa são destacadas por Guilherme Boulos (PSOL) no seu programa de governo, também lançado na semana: 1) a defesa de uma política externa soberana e anti-imperialista, e 2) a priorização dos laços com os países do Sul10. Dentro desta agenda, Boulos entende que o foco da sua política externa seria a retomada da integração latino-americana e a maior aproximação com os países emergentes. De modo mais específico, o papel dos BRICS e do IBAS ganhariam destaque, assim como a diversificação de parcerias comerciais e a cooperação com o Sul. Nesse sentido, o presidenciável afirma que sua proposta não prega um distanciamento do Norte, mas sim fazer oposição a “novos nacionalismos conservadores”, como o governo de Donald Trump nos EUA, e acordos “assimétricos”.

    Na esfera institucional, Boulos apresenta uma proposta institucional para o Ministério de Relações Exteriores: a criação de carreiras especializadas em países de “crescente relevância”, como China e Rússia. Para além disso, defende que a política externa brasileira seja democratizada por meio da realização de plebiscitos e da criação de um Conselho de Política Externa formado por integrantes da sociedade civil. No que tange os direitos humanos, Boulos afirma que prestará solidariedade aos povos palestino e venezuelano. Além disso, seu programa trata de proteção aos refugiados e de direitos humanos dos migrantes.

    Ainda na questão migratória, o tema dos refugiados venezuelanos que entram no Brasil por Roraima também foi pauta do candidato. No último dia 18, foram registrados ataques contra venezuelanos por parte de brasileiros na cidade de Pacaraima, que fica na fronteira entre Brasil e Venezuela. Os moradores venezuelanos que viviam nas ruas da cidade foram expulsos de onde estavam, seus pertences foram queimados e o acampamento improvisado foi derrubado por um trator. Boulos se posicionou, no Twitter, contra os ataques: “Somos um país acolhedor e que respeita os imigrantes. Não podemos tolerar atos movidos pelo ódio e pela xenofobia”. Diante da decisão do governo Temer de usar as Forças Armadas em Roraima visando controlar a situação, Boulos declarou ser contra o uso excessivo de militares para situações de crise e afirmou que este tipo de solução não resolve algo que envolve questões humanitárias e de fronteira: “O caminho não é ‘reforçar a segurança’, é reforçar a solidariedade e o acolhimento”, afirmou o candidato, deixando claro que é favorável à recepção de refugiados por parte do Brasil11.

    No programa de governo de Henrique Meirelles (MDB), consta o entendimento de que a política externa se trata de uma ferramenta para o desenvolvimento e a geração de empregos, de modo que as propostas relacionadas estão vinculadas à economia: busca de mercados para os produtos brasileiros, atração de investimentos, fortalecimento do Mercosul (tanto através da expansão do livre comércio dentro do bloco, como da sua abertura a outros países e da finalização do acordo com a União Europeia) e adesão do Brasil à OCDE12. Durante sabatina da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), no dia 29 de agosto, Meirelles afirmou que o Brasil deve respeitar os direitos humanos dos venezuelanos que chegaram ao país, mas que o governo deve proteger os interesses da população de Roraima. Quanto ao governo de Nicolás Maduro, disse que a Venezuela tem uma soberania que deve ser respeitada, mas que o Brasil não deveria ajudar o regime, em referência a empréstimos feitos ao país vizinho pelos governos do PT13.

    Jair Bolsonaro (PSL) fez declarações controversas a respeito de política externa. No dia 18 de agosto, durante cerimônia de entrega de espadins na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), declarou que, caso eleito, fará o possível para retirar o Brasil da ONU, mediante a justificativa de que a “instituição não serve para nada” e de que consiste em apenas uma “reunião de comunistas, de gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul”. Posteriormente, o candidato se retratou, mencionando que se referia apenas à retirada do Brasil do Comitê de Direitos Humanos da ONU, conforme Donald Trump fez com os Estados Unidos. Em entrevista por telefone à Folha de São Paulo, no dia 20 de agosto, quando questionado sobre a crise migratória de venezuelanos no Brasil, Bolsonaro argumentou que o Brasil deve impor uma postura mais firme ao governo venezuelano de Nicolás Maduro. O candidato voltou a falar na necessidade de construção de um campo de refugiados que deveria ser auxiliado pela ONU. Segundo o candidato, a ONU deve apresentar uma solução para a questão do refúgio.

    Também ganhou destaque na mídia a reação de um representante da ONU frente ao discurso de Bolsonaro em relação aos direitos humanos. Conforme relatou o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, discursos como o que o candidato apresenta podem representar um perigo para certas parcelas da população, no curto prazo, e para o país todo no longo prazo. Segundo o alto comissário: “quando as pessoas estão ansiosas, quando existem incertezas econômicas, globais ou não, por conta da crise nas commodities nos últimos anos, ao dar uma resposta simplista e que toca nas emoções naturais das pessoas, Bolsonaro acaba despontando como alternativa para elas”14.

    Por fim, vale mencionar algumas das propostas de Bolsonaro divulgadas em seu programa de governo, registrado no TSE no período. Dentre elas destacam-se: acabar com o Foro de São Paulo; fazer negócio com o mundo todo, sem viés ideológico; dar prioridade a relações comerciais com nações como Israel, não com a Venezuela; mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, assim como fez Trump; fechar a embaixada da Autoridade Palestina no Brasil; abandonar o Acordo de Paris sobre clima, também imitando Trump; e reduzir alíquotas de importação e barreiras não tarifárias no comércio15.

    João Amoêdo (NOVO) fez duas menções a um tema internacional: a crise na Venezuela. Via Facebook, defendeu que o Brasil se juntasse ao Chile, à Argentina e a outros países da América Latina na oposição ao governo Maduro, que considera uma ditadura16. Já no Twitter, o presidenciável compartilhou uma notícia veiculada pelo Estado de São Paulo sobre a escassez de produtos nas prateleiras de supermercados venezuelanos, afirmando que se trata do “resultado de um governo ditador e socialista”17. No programa de governo que apresentou, a seção “O Brasil inserido no mundo” concentra-se exclusivamente no comércio exterior brasileiro. O empresário ressalta a baixa participação brasileira no comércio internacional, ilustrada pelos poucos acordos internacionais firmados pelo país no ano passado, e declara que uma maior abertura comercial implicaria em dividendos positivos em termos de superação da pobreza e de aumento do poder de compra do cidadão. Sua meta de longo prazo seria colocar o país entre as dez economias com maior participação no comércio mundial por meio de redução de barreiras ao investimento internacional, eliminação de exigências de conteúdo local, fim do privilégio a “campeãs nacionais” e redução da burocracia para a revalidação de diplomas estrangeiros como forma de atrair recursos humanos qualificados do exterior18.

    João Goulart Filho (PPL) teve seu programa de governo lançado em 17 de agosto. Em linhas gerais, o programa defende uma política de defesa voltada para a modernização das Forças Armadas, investimentos em indústria de defesa e linhas de atuação muito similares às presentes na Estratégia Nacional de Defesa do Governo Lula (2008). Propõe ainda a retomada da Política Exterior Independente, como forma de reforçar a autonomia internacional brasileira19. João Goulart Filho tem um perfil de candidatura muito focada nas questões internas brasileiras, tendo como principal mote a retomada da agenda de reformas de seu pai, interrompida em 1964 com o Golpe Militar20.

    A única menção à política externa feita pela campanha de José Maria Eymael (DC) também ocorreu no seu programa de governo. Em síntese, o documento defende a solidariedade entre as nações com a finalidade de se criar uma ordem social mundial mais justa e livre, na qual o Brasil busque a paz mundial e recursos para seu desenvolvimento21.

    No mesmo dia do depósito da candidatura da chapa de Lula e Fernando Haddad (PT) no TSE, em 15 de agosto, o PT lançou o Plano Lula de Governo (2019-2022). Nesse documento, que possui 64 páginas, três são dedicadas especificamente aos temas de política externa e defesa. Condena-se enfaticamente a política implementada pela “coalizão golpista” que assumiu o governo com a remoção da Dilma e que teria sujeitado a nação ao “Império”, dilapidado a soberania nacional, adotado uma postura externa passiva e submissa e criado obstáculos para a implementação de políticas autônomas de desenvolvimento22. Na contramão dessas orientações, o plano de governo recuperar posições e políticas adotadas no período em que Lula foi presidente da nação (2003-2010)23.

    Para além do ato do depósito da candidatura do Lula e de seu plano de governo, o candidato da chapa petista a vice-presidente, Fernando Haddad, fez um périplo pela região Nordeste, passando pelos estados do Piauí, Bahia, Sergipe, entre outros. Nessas ocasiões, Haddad criticou a política de comércio exterior de Temer de vender matéria-prima barata no estrangeiro e exportar as riquezas nacionais, bem como reforçou a necessidade e a proposta de campanha de resgatar a soberania nacional. Sobretudo, Haddad enfatizou a legitimidade do pronunciamento do Comitê de Direitos Humanos da ONU que solicitou às autoridades brasileiras para que os direitos políticos de Lula sejam garantidos na eleição como os de qualquer outro candidato. Segundo ele, a manifestação da ONU, qualificada por Haddad como o órgão internacional mais importante do planeta, não consiste em uma simples recomendação, sem caráter vinculativo, mas sim em uma decisão histórica que deve ser respeitada e aceita como obrigatória, haja vista o Brasil ter internalizado, por vontade própria e via aprovação de lei no Congresso Nacional, as convenções de direitos humanos da ONU, em especial o Pacto dos Direitos Civis e Políticos.

    Já em viagem ao Rio de Janeiro, Haddad associou a crise econômica do estado à perda de receitas oriunda do desmonte da indústria do gás e do petróleo a partir da flexibilização, patrocinada pela coalizão PMDB/PSDB, da lei do conteúdo local aprovada no governo Lula que regulamentava a exploração do Pré-Sal privilegiando a indústria nacional, em especial a Petrobras. Destarte, Haddad prometeu revigorar a lei do conteúdo nacional para manter no Brasil os empregos gerados com a indústria naval, ao invés de desonerar as importações e permitir que a produção de navios e plataformas, bem como a geração de empregos, sejam transferidos para os países asiáticos, como o petista diz estar ocorrendo no atual governo. Por fim, Haddad propugnou que as Forças Armadas não devem ser empregadas na segurança pública.

    De acordo com Haddad, um dos princípios centrais de Lula e seu plano de governo é a defesa da soberania nacional brasileira, autonomia e independência, ou, para ser fiel às palavras do petista, é “defender os interesses do Brasil no mundo, é não vender patrimônio público, é não se entregar para os estrangeiros, é não ficar pedindo esmola para o FMI, é não bater continência para bandeira americana”. Conforme Haddad, a forte instabilidade política vivenciada hoje na América Latina é resultado do desrespeito à soberania popular por parte de determinadas forças políticas. Assim, o papel do Brasil seria liderar a região em direção à normalidade, mas isso não podereria ser feito enquanto permanecer a atual chancelaria brasileira24.

    Marina Silva (REDE) emitiu opinião a respeito da crise dos refugiados venezuelanos em Roraima. De acordo com a candidata, tanto a população de Roraima quanto os venezuelanos são “vítimas de seus próprios desgovernos”: a Venezuela, “maior catástrofe política, econômica e humanitária da América Latina”, e os habitantes de Roraima, “a quem o governo brasileiro jogou a tarefa de assistir os refugiados”. Marina declarou que o Brasil se omitiu duas vezes na situação: uma ao trocar princípios por ideologia na aliança com o chavismo e outra ao não liderar uma coalizão sul-americana para dar ajuda humanitária aos refugiados. De acordo com a candidata, cabe agora corrigir os erros com uma política generosa com os refugiados e manter nossa tradição de país aberto aos migrantes do mundo25.

    No seu programa de governo, três aspectos se destacam: o posicionamento do Brasil como uma liderança internacional em temáticas ambientais, em especial na transição para uma economia do carbono neutro; a condução de uma política externa “de Estado”, “realista e transformadora”, com prioridade à atuação em organismos multilaterais; a importância da defesa nacional e da soberania democrática, com as Forças Armadas atuando em defesa das nossas fronteiras, em proteção ao meio-ambiente e no combate ao tráfico de drogas, armas, pessoas e biopirataria26. De acordo com o que declarou em entrevista após sabatina feita pelo jornal O Estado de São Paulo, em 28 de agosto, pretende aumentar o efetivo de policiais federais e rodoviários em nossas fronteiras a partir de seu projeto de um Plano Nacional de Segurança Pública, com a integração das entidades federativas e com policiais mais bem pagos e mais bem formados para uma segurança que “efetivamente proteja as pessoas”27..

    A candidata Vera Lúcia Salgado (PSTU) foi a primeira a ter seu registro de candidatura aprovada pelo TSE28. Para o plano internacional, ainda não fez propostas detalhadas de política externa ou comentou assuntos relacionados. Apresentou um programa socialista baseado na superação da crise capitalista e na instauração de um governo da classe trabalhadora. Pontos dele que teriam repercussão internacional seriam as propostas de cancelar o pagamento da dívida externa e de estatizar as maiores empresas atuando no Brasil, colocando-as sob controle dos trabalhadores29.

    1 BBC BRASIL. Eleições 2018: as propostas de todos os candidatos a presidente do Brasil. 17/08/18. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45215784. PODEMOS. Plano de metas 19+1. Disponível em: http://divulgacandcontas.tse.jus.br/candidaturas/oficial/2018/BR/BR/2022802018/280000618462//proposta_1534304719669.pdf.

    2 BRASILIA IN FOCO. Política Externa – Eixos defendidos pelo candidato Álvaro Dias. 23/08/2018. Disponível em: http://brasiliainfoco.com/politica-externa-eixos-defendidos-pelo-candidato-alvaro-dias/. Acesso em: 29/08/2013.

    3 ESTADÃO. Discussão sobre ‘toma-lá-dá-cá’ domina sabatina com Álvaro Dias. 27/08/2018. https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,discussao-sobre-toma-la-da-ca-domina-sabatina-com-alvaro-dias,70002475259. Acesso em: 29/08/2018.

    4 EXAME. Veja o programa de governo de cada um dos 13 candidatos à presidência. 23/08/18. https://exame.abril.com.br/brasil/veja-o-plano-de-governo-de-cada-um-dos-13-candidatos-a-presidencia/

    5 CARTA CAPITAL. Ciro abre fogo. 21/08/18. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/revista/1017/ciro-abre-fogo

    6 EXAME. Veja o programa de governo de cada um dos 13 candidatos à presidência. 23/08/18. https://exame.abril.com.br/brasil/veja-o-plano-de-governo-de-cada-um-dos-13-candidatos-a-presidencia/

    7 PSDB. O candidato do PSDB à presidência… 21/08/2018. Disponível em: http://psdb-mg.org.br/noticias/geraldo-alckmin-lanca-pagina-oficial-de-campanha/

    8 EXAME. Veja o programa de governo de cada um dos 13 candidatos à presidência. 23/08/18. https://exame.abril.com.br/brasil/veja-o-plano-de-governo-de-cada-um-dos-13-candidatos-a-presidencia/

    9 UOL. A ruralistas, Alckmin defende reintegração de posse: “invadiu, desinvade”. Publicado em 29/08/2018. Acesso em 30/08/2018. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/08/29/a-ruralistas-alckmin-defende-reintegracao-de-posse-invadiu-desinvade.htm?cmpid=copiaecola

    10 FOLHA DE S. PAULO. 17/08/2018. Disponível em: https://mundialissimo.blogfolha.uol.com.br/2018/08/17/eleicoes-2018-o-que-os-presidenciaveis-propoem-para-a-politica-externa. BBC Brasil. Eleições 2018: as propostas de todos os candidatos a presidente do Brasil. 17/08/18. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45215784. BOULOS (TWITTER). Post de 19/08/2018. Disponível em: https://twitter.com/GuilhermeBoulos/status/1031261902637346816.

    11 GUILHERME BOULOS (TWITTER). Status. Publicado em 28/08/2018. Acesso em 28/08/2018. Disponível em: https://twitter.com/GuilhermeBoulos/status/1034572074419990529.

    12 EXAME. Veja o programa de governo de cada um dos 13 candidatos à presidência. 23/08/18. https://exame.abril.com.br/brasil/veja-o-plano-de-governo-de-cada-um-dos-13-candidatos-a-presidencia/

    13FOLHA DE SÃO PAULO. Na contramão de adversários, Meirelles se diz contra armas no campo. Publicado em 29/08/2018. Acesso em 30/08/2018. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/08/na-contramao-de-adversarios-meirelles-se-diz-contra-armas-no-campo.shtml.

    14 ÚLTIMO SEGUNDO. Chefe de Direitos Humanos das Nações Unidas disse que opiniões do candidato do PSL representam “perigo para o país todo” no longo prazo. 29/08/18. Disponível em: https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-08-29/jair-bolsonado-onu. Acesso 29/08/18.

    15 G1. Bolsonaro diz que vai tirar Brasil da ONU se for eleito presidente. 18/08/18. Disponivel em: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/noticia/2018/08/18/bolsonaro-diz-que-vai-tirar-brasil-da-onu-se-for-eleito-presidente.ghtml. Folha de São Paulo. Bolsonaro diz que comentou ato falho. 20/082018. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/08/bolsonaro-diz-que-cometeu-ato-falho-e-que-jamais-pensou-em-sair-da-onu.shtml. BBC Brasil. Eleições 2018: as propostas de todos os candidatos a presidente do Brasil. 17/08/18. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45215784.

    16 JOÃO AMOÊDO (FACEBOOK). Facebook pessoal. 22/08/18. Disponível em: https://www.facebook.com/JoaoAmoedoNOVO/posts/547647325673436?__tn__=-R

    17 JOÃO AMOEADO (TWITTER). Post sobre a situação da Venezuela. Publicado em 28/8/18. Acesso em 28/8/18. Disponível em: https://twitter.com/joaoamoedonovo/status/1034485370510041089

    18 EXAME. Veja o programa de governo de cada um dos 13 candidatos à presidência. 23/08/18. https://exame.abril.com.br/brasil/veja-o-plano-de-governo-de-cada-um-dos-13-candidatos-a-presidencia/

    20 G1. Em campanha pela presidência, João Goulart Filho visita o RS. 19/08/2018. Disponível em: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/noticia/2018/08/19/em-campanha-pela-presidencia-joao-goulart-filho-visita-o-rs.ghtml

    21 EXAME. Veja o programa de governo de cada um dos 13 candidatos à presidência. 23/08/18. https://exame.abril.com.br/brasil/veja-o-plano-de-governo-de-cada-um-dos-13-candidatos-a-presidencia/

    22 As críticas se centram em: i) desconstrução da integração regional; ii) desinvestimento na vertente geoestratégica Sul-Sul; iii) abandono da aposta em um mundo multipolar e da postura equilibrada e negociadora em conflitos regionais; iv) destruição dos núcleos estratégicos da indústria de defesa; v) submissão da política de defesa aos interesses norte-americanos; vi) alienação do patrimônio público estratégico a empresas estrangeiras, nomeadamente a entrega da Embraer para a Boeing; vii) progressivo desvirtuamento do papel constitucional das Forças Armadas no resguardo da soberania nacional, constituindo o maior exemplo, nesse sentido, a intervenção militar no Rio de Janeiro, em que o Exército foi levado a assumir indevidamente o papel das forças de segurança pública; viii) desprestígio e sucateamento do Itamaraty.

    23 As propostas são: i) do aprofundamento da política externa de integração latino-americana e da cooperação sul-sul (especialmente com a África), de modo a apoiar, ao mesmo tempo, o multilateralismo, a busca de soluções pelo diálogo e o repúdio à intervenção e a soluções de força; ii) da promoção da integração das cadeias produtivas regionais, do desenvolvimento da infraestrutura e do fortalecimento de instrumentos de financiamento para o desenvolvimento, como o FOCEM e o Banco do Sul; iii) do fortalecimento dos BRICS e do IBAS com vistas a reforçar a presença dos países em desenvolvimento na agenda internacional; iv) do desenvolvimento de novos instrumentos de cooperação e reformas nos organismos multilaterais, a exemplo da ONU, em particular seu Conselho de Segurança, assim como dos instrumentos de proteção aos Direitos Humanos no plano internacional e regional ; v) do fomento do diálogo mundial pela construção da paz; vi) da retomada da cooperação nas áreas de saúde, educação, segurança alimentar e nutricional, entre outras, em especial com países latinos e com a África; vii) do retorno da presença ativa brasileira no Sistema Internacional, especialmente no que toca os Direitos Humanos; viii) da priorização da reorganização da Base Industrial de Defesa e da consolidação de uma Base Industrial e Tecnológica da Defesa (BITD); ix) da retomada dos investimentos e valorização das Forças Armadas, recompondo os efetivos e melhorando as condições de trabalho; x) do de um civil ao comando do ministério da Defesa; xi) do fortalecimento do Itamaraty; e xii) da adoção de todas medidas jurídicas necessárias para preservar os interesses nacionais contra a ilegítima decisão do Governo Temer de entregar a Embraer para a Boeing, reforçando-a como instrumento nacional de grande importância tecnológica e estratégica.

    24 PT. Fernando Haddad na Rádio Xodó, 22/08/2018. Disponível em: http://www.pt.org.br/assista-fernando-haddad-na-radio-xodo/. Acesso em: 24/08/2018. PT. Coletiva de Fernando Haddad, vice de Lula, em Sergipe, 22/08/2018. Disponível em: http://www.pt.org.br/assista-coletiva-de-fernando-haddad-vice-de-lula-em-sergipe/. Acesso em: 24/08/2019. PT. Haddad fala do Plano Lula de Governo na Bahia. 21/08/2018. Disponível em: http://www.pt.org.br/assista-haddad-fala-do-plano-lula-de-governo-na-bahia/. Aceso em: 24/08/2018. PT. Haddad fala sobre resolução da ONU, 20/08/2018. Disponível em: http://www.pt.org.br/assista-haddad-fala-sobre-resolucao-da-onu/. Acesso em: 24/08/2018. PT. Haddad concede entrevista coletiva no Piauí, 17/08/2018. Disponível em: http://www.pt.org.br/assista-haddad-concede-entrevista-coletiva-no-piaui/. Acesso em: 24/08/2018. PT. Haddad lê carta de Lula durante ato, 16/98/2018. Disponível em: http://www.pt.org.br/assista-haddad-le-carta-de-lula-durante-ato/. Acesso em: 24/08/2018. PT. Plano Lula De Governo (2019-2022). Coligação O Povo Feliz De Novo, 2018. PT. Haddad fala à rádio Itatiaia, 29/08/2018. Disponível em: http://www.pt.org.br/assista-haddad-fala-a-radio-itatiaia/. Acesso em: 29/08/2018. PT. Haddad fala pela chapa de Lula a jornalistas em MG, 29/08/2018. Disponível em: http://www.pt.org.br/assista-haddad-fala-pela-chapa-de-lula-a-jornalistas-em-mg/. Acesso em: 30/08/2018. PT. Entrevista com o vice de Lula, Fernando Haddad, no RJ, 28/08/2019. Disponível em: http://www.pt.org.br/assista-entrevista-com-o-vice-de-lula-fernando-haddad-no-rj/. Acesso em: 29/08/2018. PT. Haddad visita o estaleiro Aliança, em Niterói, 28/08/2018. Disponível em: http://www.pt.org.br/assista-haddad-visita-o-estaleiro-alianca-em-niteroi/. Acesso em: 29/08/2018. PT. Haddad representa chapa de Lula no Rio Grande do Norte, 24/08/2018. Disponível em: http://www.pt.org.br/assista-haddad-representa-chapa-de-lula-no-rio-grande-do-norte/. Acesso em: 29/08/2018.

    25 MARINA SILVA. O conflito em Roraima. 19/8. Disponível em: https://marinasilva.org.br/nota-sobre-o-conflito-em-roraima/.

    26 EXAME. Veja o programa de governo de cada um dos 13 candidatos à presidência. 23/08/18. https://exame.abril.com.br/brasil/veja-o-plano-de-governo-de-cada-um-dos-13-candidatos-a-presidencia/

    27GLOBO PLAY. Marina Silva, da Rede, tem atividade de campanha em São Paulo. Publicado em 28/8/2018. Acesso em 29/8/2018. Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/6980162/.

    29 PSTU. 16 pontos de um programa socialista… 24/08/2018. Disponível em: https://www.pstu.org.br/16-pontos-de-um-programa-socialista-para-o-brasil-contra-a-crise-capitalista/

  • 3 de setembro de 2018

    A eleição no mundo – Monitor 1: 16/08 a 29/08

    Equipe LABMUNDO, NEAAPE e OPSA

    A partir de 16 de agosto, data de início oficial da campanha eleitoral de 2018, o “IESP nas Eleições” passou a fazer uma cobertura sobre como a eleição brasileira está repercutindo no mundo. As imprensas de 17 países passaram a ser monitoradas por três grupos de pesquisa do IESP-UERJ: o Laboratório de Análise Política Mundial (LABMUNDO), coordenado por Carlos Milani; o Núcleo de Estudos de Atores e Agendas em Política Externa (NEAAPE), coordenado por Letícia Pinheiro; e o Observatório Político Sul-Americano (OPSA), coordenado por Letícia Pinheiro e Maria Regina Soares de Lima. Os países escolhidos correspondem a alguns dos parceiros importantes do Brasil na política externa de tempos recentes: todos os que conformam a América do Sul, potências regionais (México, Rússia, Índia e África do Sul), países europeus (Portugal e Espanha) e China. Outros países poderiam ser cobertos, mas a operacionalização de uma pesquisa de maior envergadura implicaria custos que os grupos de pesquisa não podem assumir atualmente. A imprensa dos Estados Unidos será acompanhada à parte pelo DOXA, grupo de pesquisa coordenado por Argelina Figueiredo e Fernando Guarnieri. Um monitoramento dessa amplitude tem o objetivo de verificar como o Brasil é percebido por parte expressiva da população mundial em um dos momentos mais turbulentos da sua vida democrática.

    Na Argentina, o tema que mais tem sido destacado pela imprensa é a candidatura de Lula. Há quatro assuntos que foram noticiados na primeira semana de campanha: o primeiro foi o pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de impugnar a candidatura de Lula em função de ter sido condenado em primeira e segunda instâncias, o que o tornaria inelegível; o segundo foi a decisão da Justiça brasileira em negar o pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) para que Lula participasse dos debates eleitorais televisionados; o terceiro foi a recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU para que Lula seja autorizado a realizar campanha eleitoral; e o quarto refere-se ao aumento das intenções de voto em Lula, segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha que mostra que houve um crescimento de 30% para 39%, desde o fim de julho até a metade de agosto1.

    A candidatura de Lula continuou repercutindo na segunda semana de campanha, mas Jair Bolsonaro passou a ter mais espaço na cobertura. Sobre Lula, destacou-se a posição do PT de mantê-lo como candidato, o debate sobre a efetivação ou não da sua candidatura pelo Tribunal Superior Eleitoral e o recurso apresentado por sua defesa ao Supremo Tribunal Federal em favor da sua liberdade. A respeito de Bolsonaro, é explicado que o candidato “outsider” lidera as pesquisas no cenário sem Lula e que está à frente até mesmo de Geraldo Alckmin, apresentado como um “socialdemocrata moderado”, inclusive em São Paulo, reduto eleitoral tradicionalmente tucano. Também repercutiu a decisão de Bolsonaro de não participar mais de debates na televisão, porque, segundo seu advogado, eles teriam levado a uma queda nas intenções de voto2.

    Na Bolívia, El Deber, um dos jornais de maior circulação, noticiou bastante as movimentações políticas no Brasil, com destaque para o status do ex-presidente Lula. Na primeira semana de campanha, estiveram presentes no jornal notícias sobre a justiça negar a Lula a possibilidade de dar entrevistas como candidato3, o lançamento oficial da candidatura petista4, a greve de fome iniciada por parte de movimentos sociais contra a prisão de Lula5, a declaração de Guilherme Boulos prometendo o indulto a Lula se eleito6, a subida de Lula nas pesquisas mesmo preso7, a inscrição oficial da chapa petista no TSE8 – ainda que o partido tenha ciência de que Lula não poderá ser candidato, de acordo com o jornal – e as manifestações por parte de movimentos sociais ligados ao PT em torno da inscrição9. Além disso, o jornal também noticiou o pedido do Comitê de Direitos Humanos da ONU para que Lula seja solto10, além de ter lançado um editorial com um tom crítico a Lula, dizendo que ele deve cumprir sua pena sem privilégios e reiterando que Sérgio Moro não parece ter desrespeitado a legislação11. Por fim, no jornal também constaram referências às candidaturas de José Maria Eymael12, Henrique Meirelles13 – descrito como candidato de Temer e da maior força política do país, em referência ao MDB –, e Bolsonaro14, descrito como controverso, ultradireitista, racista, homofóbico e defensor da pena de morte.

    O jornal seguiu com uma cobertura considerável na segunda semana de campanha. No dia 23 de agosto, noticiou que Lula cresceu nas pesquisas frente a Bolsonaro, segundo colocado15. No dia 27, veiculou que o PT segue se agarrando a Lula e que colocou Haddad como “plano B”. Além disso, noticiou que Bolsonaro vem “endurecendo” seu discurso. Marcio Aguiar, cientista político brasileiro, concedeu uma entrevista ao jornal, na qual comentou principalmente sobre Lula e Bolsonaro e afirmou que o eleitor de Lula não necessariamente vota no PT se o ex-presidente não estiver concorrendo, que o Brasil vive hoje uma crise política que tem a corrupção como principal eixo e que a justiça brasileira vive um processo de politização16.

    A mídia do Chile tem dado grande destaque às eleições presidenciais brasileiras, sobretudo no que toca Lula e Bolsonaro. Em 15 de agosto de 2018, teve destaque a informação acerca dos registros oficias dos candidatos à presidência, realizados neste mesmo dia, identificando os principais candidatos ao pleito. Enfatizou-se a crise de credibilidade da política brasileira, que tem sido aproveitada por Bolsonaro, descrito como deputado de extrema direita em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos. Também se falou da marcha maciça liderada pelo Movimento dos Sem-Terra (MST), que chegou em Brasília para acompanhar os líderes do PT para o registro da candidatura de Lula. Os jornais também ressaltaram as baixas chances de que o TSE venha a aprovar a candidatura do ex-presidente, por cumprir uma sentença judicial. Argumentam que um cenário sem Lula poderia ser aproveitado por Bolsonaro, já que quem aparece como um possível substituto, seu candidato a vice-presidente, Fernando Haddad, não teria o mesmo apoio popular de seu companheiro de chapa.

    Outra informação de destaque, datada de 17 de agosto de 2018, ressalta o pedido do Comitê de Direitos Humanos da ONU ao Estado brasileiro para que tome todas as medidas necessárias para que o ex-presidente Lula possa exercer seus direitos políticos como candidato à presidência até que seus recursos perante os tribunais do país fossem resolvidos “em processos judiciais justos”. O Comitê esclareceu que a medida é “provisória” e que busca “preservar os direitos” do ex-presidente, não sendo uma decisão substantiva sobre seu caso. Ressaltam ainda que o Comitê é composto por especialistas independentes e não por funcionários dessa organização. Outra informação de destaque, também envolvendo Lula, se refere à declaração de Guilherme Boulos, apresentado como líder do Movimento Sem Teto (MST), “o movimento social mais combativo do Brasil”. Boulous disse que, se vencer as eleições, concederia perdão criminal ao ex-presidente, possibilidade prevista na Constituição brasileira que serviria “para corrigir erros da Justiça”.

    Em 22 de agosto, foi noticiado sobre a possibilidade de perda de credibilidade do governo brasileiro, frente à recusa e “desacato” às recomendações da ONU. A notícia destacou ainda o posicionamento do ex-chanceler Celso Amorim sobre essa questão, citando suas falas de que “não respeitar a diretiva, de caráter obrigatório, de uma entidade internacional colocará nosso país fora do direito internacional, na mesma posição que antes era ocupada por países como a África do Sul em tempos de Apartheid”, afetando não apenas “a imagem do Brasil – uma obsessão de nossas elites –, mas também a credibilidade do país, como membro da comunidade das nações civilizadas, será descreditada”. No dia 29 de agosto, foi veiculado na mídia econômica chilena o fato de que as eleições incertas do Brasil agitam o mercado financeiro. Segundo os analistas mais pessimistas, a previsão é que o real perca 25% de valor frente ao dólar e que as ações de empresas brasileiras perderão um terço de seu valor caso o candidato vitorioso não esteja comprometido com ajustes econômicos17.

    Na China, também repercutiu o registro da candidatura de Lula à presidência. O China Daily e o South China Morning Post deram destaque ao fato de que o ex-presidente está preso sob acusações de corrupção e ainda assim garantiu a nomeação do PT. Os jornais também publicaram notas sobre o registro de sua candidatura, registrando as passeatas em favor do ex-presidente que ocorreram no dia do registro e as reivindicações dos seus apoiadores de que Lula é um preso político. Também foi pauta o fato de que o ex-presidente lidera as pesquisas para o pleito de outubro e de que há possibilidade de o TSE de barrar a candidatura18.

    A imprensa da Colômbia destacou o início da corrida presidencial no Brasil, apresentando os diferentes candidatos e seus perfis19. Um dos jornais de maior circulação nacional, o El Tiempo, destacou, sobretudo, a candidatura de Lula, expondo porque é uma figura política popular no país e as questões judiciais relacionadas à sua participação nas eleições20. Sobre este tema, expuseram a recomendação da ONU para que o ex-presidente possa fazer campanha presidencial com exercício pleno dos seus direitos políticos21. Também foi noticiado os resultados das primeiras pesquisas de opinião sobre as eleições presidenciais no país, destacando que Lula aparece como favorito22. Em seguida, informou-se que o MP paulista acusou Haddad de enriquecimento ilícito e solicitou a suspensão dos seus direitos políticos23. Em editorial, o El Tiempo afirmou que o Brasil vive uma encruzilhada política devido à situação de Lula, pois ele simultaneamente está preso, é líder nas pesquisas e tem uma capacidade ainda incerta de transferência de votos a Haddad. O país estaria passando por um momento “escuro”, marcado pela “instabilidade institucional, fruto de escândalos de corrupção”, e pela alta popularidade de Bolsonaro, definido como um “militarista, ultranacionista e homofóbico” que capitaliza votos movidos por descontentamento e medo24.

    No Equador, o jornal El Comercio também acompanhou a eleição brasileira a partir da perspectiva da candidatura de Lula. Em 13 de agosto, definiu a corrida eleitoral como a mais indefinida da história, tendo 13 postulantes à presidência, porém sendo liderada de forma isolada por Lula, que escolhera como vice Haddad, apresentado como ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo. Em 17 de agosto, noticiou a promessa de Boulos, descrito como líder do MTST, de dar um indulto a Lula caso vença a eleição. Em matéria de 20 de agosto, mencionou outros concorrentes: Bolsonaro, descrito como “ultradireitista”; Marina, “ecologista”; Alckmin, “social-democrata”; Ciro, “trabalhista”; e Dias, “liberal”. O jornal repercutiu ainda a resolução do Comitê de Direitos Humanos da ONU e uma greve de fome feita por sete ativistas, em Brasília, pedindo a saída de Lula da prisão25.

    A corrida presidencial no Brasil tem sido pauta frequente do El País, jornal de maior destaque da Espanha. Na primeira semana, o jornal acompanhou os debates iniciais, ressaltando o cenário de instabilidade institucional e econômica em que o Brasil se encontra. Nesse sentido, grande destaque foi dado à situação de Lula, que lidera as intenções de voto26; aos possíveis efeitos para as relações internacionais do Brasil de uma eventual eleição de Bolsonaro27; e às consequências para a economia diante da incerteza política que cerca o cenário eleitoral, resultando na maior desvalorização do real desde 201628. Um fenômeno regional que recebeu atenção foi a crise dos refugiados venezuelanos, sendo ressaltada a retórica xenofóbica utilizada por políticos de países fronteiriços e a exploração eleitoral em cima da questão29. Por fim, uma matéria trouxe a questão do voto feminino: em uma eleição com maioria de votantes mulheres – elas representam 52,5% do eleitorado brasileiro –, nenhum candidato ou candidata conseguiu impressionar de maneira decisiva o público feminino até o momento30.

    Na segunda semana de campanha, a utilização eleitoreira da crise dos refugiados venezuelanos continuou na pauta do El País: de um lado, a crescente xenofobia e a divulgação de fake news potencializando os ataques de ódio aos refugiados31. A medida de utilizar o dispositivo de Garantia da Lei e da Ordem pelo presidente Temer foi destacada32.Bolsonaro também voltou a ser destaque, desta vez por sua incapacidade de diminuir seus níveis de desaprovação – especialmente entre mulheres – e pelo anúncio de que deixará de participar de alguns debates33. No plano econômico, explicou-se que as incertezas em relação às eleições colaboraram para a desvalorização do real, o que colaboraria para o cenário de turbulência que se anuncia internacionalmente em relação às divisas dos países emergentes34. Outro assunto abordado pela imprensa espanhola foram as formas criativas que os partidos pequenos têm empregado para divulgar seus candidatos, já que as normas eleitorais favorecem os grandes, especialmente através do uso de redes sociais ou mesmo de aplicativos de relacionamento35. Por fim, foi feita uma comparação entre Lula e Cristina Kirchner, debatendo as relações de seus partidos com escândalos de corrupção, a manutenção ou não da imagem de liderança dessas duas figuras junto à população e os efeitos disso tanto nas possibilidades eleitorais quanto na própria institucionalidade política36.

    A eleição brasileira ganhou espaço na mídia da Índia através de dois tópicos principais: a escolha de candidatos à vice-presidência e a indefinição da candidatura de Lula. Quanto ao primeiro ponto, foi abordada a dificuldade que alguns candidatos tiveram para definir seus colegas de chapa, principalmente Bolsonaro e Lula, assim como a heterogeneidade das opções cortejadas por Bolsonaro: de um astronauta a um general, passando por um descendente da família real, dentre outros. Ainda sobre a formação de coligações, o jornal aponta a centralidade das alianças partidárias para a campanha à presidência. Quanto à candidatura de Lula, o jornal noticiou a ausência do ex-presidente nos debates e a incerteza acerca de sua prisão, afirmando que Marina Silva seria a maior beneficiada caso o presidente não possa concorrer37.

    A mídia do México foi tanto informativa quanto opinativa a respeito da candidatura de Lula, destacando os seguintes temas: i) inscrição da candidatura de Lula no TSE acompanhada de ato dos militantes petistas; ii) pedidos de impugnação da candidatura feitos pela procuradora-geral Raquel Dodge e por setores da sociedade civil, bem como as questões jurídicas que impedem a candidatura de Lula; iii) solicitação do Comitê de Direitos Humanos ONU para que o Estado brasileira garanta os direitos políticos de Lula; e iv) liderança de Lula nas intenções de voto38. Tanto o El Universal quanto o Milenio entendem ser pouco provável a efetivação da candidatura de Lula, que é qualificada como um desfio do PT à Justiça brasileira. No Milenio, o colunista Humberto Zurita Eraña escreveu que a impugnação pela justiça da candidatura de Lula irá gerar uma reação social imprevisível, com alto risco de polarização e mobilização popular sem precedentes. Em acréscimo, Eraña sugere estar ocorrendo um processo de judicialização da política brasileira, com o enviesamento político da Justiça em detrimento de um candidato com representação popular, culminando, desse modo, no solapo da credibilidade das instituições nacionais. Em outro artigo no mesmo jornal, desta vez escrito por Walter Goobar, consta que a condenação de Lula não tem “provas palpáveis” e que sua prisão, ao contrário do que esperavam seus “inimigos”, o fortaleceu na corrida eleitoral39.

    No Paraguai, o jornal La Nación tem acompanhado a inscrição da candidatura de Lula e o vira e mexe de decisões que o mantêm preso ou que o tornariam livre. O periódico, que caracteriza as eleições de 2018 como as mais incertas da história brasileira, também tem dado destaque a Bolsonaro, denominado como “nostálgico da ditadura”, e, em menor medida, a Marina Silva, caracterizada como ambientalista. A respeito de Bolsonaro, destaca que se trata do candidato favorito à vitória na inexistência de Lula como candidato, sendo sua base eleitoral formada especialmente por menores de 24 anos e por quem recebe mais de cinco salários mínimos. Contudo, aponta que seu índice de rejeição é o maior dos treze presidenciáveis, sobretudo devido às declarações que faz sobre mulheres40.

    A cobertura da mídia no Peru da candidatura do Lula foi tanto informativa quanto opinativa. Foram tópicos noticiados: i) a oficialização da candidatura do Lula no TSE no dia 15 e a manifestação de militantes a favor do ato; ii) o pedido de impugnação da candidatura do Lula apresentado por Raquel Dodge, os impeditivos para a efetivação da candidatura Lula e a estratégia do PT de substitui-lo por Haddad no final da campanha; iii) a decisão do juiz Moro de postergar o depoimento de Lula referente ao caso do sítio de Atibaia; iv)  o pedido feito pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU para que o Brasil garanta os direitos políticos de Lula e a reação negativa da Justiça brasileira a esse pedido; e v) as pesquisas de intenção de voto que revelam a liderança de Lula na corrida eleitoral. De maneira geral, tanto o El Comercio como o La República acham pouco provável que a candidatura de Lula se mantenha até o fim, em função das questões jurídicas. Para o La República, ao lançar a candidatura de Lula, o PT “se arrisca a perder tudo” e “lança um novo desafio à Justiça”, ao passo que Lula inicia “outra escabrosa batalha judicial”. No El Comercio, um artigo de opinião assinado por Ian Vásquez argumentou que permitir a candidatura de Lula seria incentivar a delinquência no país e ir de encontro à democracia e ao Estado de direito, servindo, inclusive, de mau exemplo para os demais países da região41.

    Em Portugal, o jornal Público considerou como de alto risco a aposta do PT de manter Lula o máximo de tempo possível na corrida eleitoral42. Igualmente, o jornal divulgou um artigo de opinião do ex-primeiro-ministro português, José Sócrates, em que ele considera que o impeachment de Dilma, a prisão de Lula, a inelegibilidade do ex-presidente e a reação de desprezo das instituições brasileiras à decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU demonstrariam que o Brasil vive atualmente um regime desmoralizado, sem parlamento, sem governo, sem política e sem autoridade43. No jornal Diário de Notícias, teve repercussão a decisão do STF de adiar o julgamento da ação movida pela Procuradoria-Geral da República contra Bolsonaro por racismo44. Além disso, tanto o Diário de Notícias como o Expresso repercutiram a declaração feita pelo Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos de que o discurso adotado por Bolsonaro é um perigo para certas parcelas da população do Brasil e que tem potencial para se tornar igualmente um perigo para todo o país no longo prazo45.

    Na Rússia, houve pouca repercussão da eleição. Apenas foi registrada uma menção à solicitação do Conselho de Direitos Humanos da ONU para que sejam preservados os direitos políticos do Lula. A notícia explica que ele é candidato à presidência, mas que a sua candidatura está ameaçada por condenação judicial46.

    No Uruguai, as notícias de maior destaque também são sobre a candidatura de Lula. O crescimento do ex-presidente nas pesquisas de intenções de voto e a recomendação do Conselho de Direitos Humanos da ONU foram pontos abordados. Foi noticiada também a resposta do governo brasileiro à recomendação da ONU, por meio de uma nota oficial em que afirmou que não foi informado previamente sobre a deliberação do órgão. Destacou-se ainda a decisão do PT em registrar a candidatura de Lula à presidência, entendida como um desafio à Justiça brasileira47. Outra notícia disse respeito aos 16 pedidos de impugnação da candidatura de Lula feitas ao TSE48. Finalmente, destacou-se a manutenção da liderança de Lula nas pesquisas eleitorais a despeito do seu imbróglio jurídico49.

    A mídia na Venezuela noticiou a trajetória da candidatura de Lula até seu registro e as pesquisas de opinião feitas nas últimas semanas, destacando a liderança do ex-presidente e a incerteza sobre o destino de seus votos caso sua candidatura seja invalidada. O jornal El Nacional noticiou em manchete que a candidatura já recebeu 16 pedidos de impugnação. Além disso, noticia que onze juristas europeus e latino-americanos enviaram uma carta ao governo de Michel Temer pedindo que a decisão do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas seja respeitada50. Também ganharam cobertura as movimentações da candidatura de Geraldo Alckmin e a entrevista de Jair Bolsonaro na TV Cultura, no dia 30 de julho, em que o candidato negou que tenha existido uma ditadura militar no Brasil, além de outras declarações polêmicas51.

    Não houve menções à eleição na África do Sul, na Guiana e no Suriname.

    1 CLARÍN. La fiscal general de Brasil impugnó la candidatura presidencial de Lula da Silva. 16/8/18. Disponível em : https://www.clarin.com/mundo/fiscal-general-brasil-impugno-candidatura-presidencial-lula-da-silva_0_BybKlFmUX.html. CLARÍN. La Justicia brasileña volvió a negarle a Lula da Silva la asistencia a un debate electoral. 16/8/18. https://www.clarin.com/mundo/justicia-brasilena-volvio-negarle-lula-da-silva-asistencia-debate-electoral_0_H17lwhmL7.html.

    CLARÍN. La ONU pide al gobierno brasileño que permita a Lula da Silva hacer campaña desde la cárcel. 17/08/18. Disponível em: https://www.clarin.com/mundo/onu-pide-gobierno-brasileno-permita-lula-da-silva-hacer-campana-carcel_0_rJhokaEU7.html. CLARÍN, Lula da Silva, el candidato improbable, sigue subiendo en los sondeos de Brasil. 22/8/18. Disponível em: https://www.clarin.com/mundo/lula-da-silva-candidato-improbable-sigue-subiendo-sondeos-brasil_0_B1MaALjI7.html.

    2 CLARÍN. El PT de Brasil afirma que no renunciará a la candidatura presidencial de Lula, 28/08/2018. Acesso em: 29/08/2018. Disponível em: https://www.clarin.com/mundo/pt-brasil-afirma-renunciara-candidatura-presidencial-lula_0_BJ7dNKXP7.html. CLARÍN. Brasil: en septiembre analizarán un nuevo pedido de Lula da Silva para obtener la libertad, 27/08/2018. Acesso em: 29/08/2018. Disponível em: https://www.clarin.com/mundo/brasil-septiembre-analizaran-nuevo-pedido-lula-silva-obtener-libertad_0_B1IY2QzDm.html. CLARÍN. ¿Lula da Silva en la recta final: que pasará con la candidatura del expresidente?, 24/08/2018. Acesso em: 29/08/2018. Disponível em: https://www.clarin.com/mundo/lula-da-silva-recta-final-pasara-candidatura-ex-presidente_0_H1Eutt68m.html. CLARÍN. Elecciones en Brasil: el ultraderechista Bolsonaro, con más chances de llegar a um balotaje, 25/08/2018. Acesso em: 29/08/2018. Disponível em: https://www.clarin.com/mundo/elecciones-brasil-ultraderechista-jair-bolsonaro-chances-llegar-balotaje_0_BJV28SywQ.html. CLARÍN. Brasil: el ultraderechista Bolsonara no irá más a los debates porque perde votantes, 23/08/2018. Acesso em: 29/08/2018. Disponível em: https://www.clarin.com/mundo/brasil-ultraderechista-bolsonaro-ira-debates-tv-pierde-votantes_0_BJEFpihLQ.html.

    5 EL DEBER. Movimientos sociales inician… 31/7. Disponível em: https://www.eldeber.com.bo/mundo/Movimientos-sociales-inician-huelga-por-Lula-20180731-0067.html

    11 EL DEBER. Lula y la justicia… 14/7. Disponível em: https://www.eldeber.com.bo/opinion/Lula-y-la-justicia-en-Brasil-20180713-0059.html.

    15 EL DEBER. Lula ya duplica su apoyo electoral frente a Bolsonaro. Publicado em 23/8/2018. Acesso em 28/8/2018. Disponível em: https://www.eldeber.com.bo/mundo/El-PT-se-aferra-a-Lula-y-Bolsonaro-se-endurece-20180827-0020.html.

    16EL DEBER. El PT se aferra a Lula y Bolsonaro endurece su discurso em Brasil. Publicado em 27/8/2018. Acesso em 28/8/2018. Disponível em: https://www.eldeber.com.bo/mundo/El-PT-se-aferra-a-Lula-y-Bolsonaro-se-endurece-20180827-0020.html

    17 EMOL. Día crucial en Brasil: Partidos inscriben oficialmente a sus candidatos a la Presidencia. 15/08/2018. Disponível em : http://www.emol.com/noticias/Internacional/2018/08/15/917049/Dia-crucial-en-Brasil-Partidos-inscriben-oficialmente-a-sus-candidatos-a-la-presidencia.html. COOPERATIVA. ONU pide que se permita a Lula da Silva ser candidato presidencial en Brasil. 17/08/2018. Disponível em: https://www.cooperativa.cl/noticias/mundo/brasil/lula-da-silva/onu-pide-que-se-permita-a-lula-da-silva-ser-candidato-presidencial-en/2018-08-17/122533.html EMOL. Comité de la ONU afirma que Brasil debe permitir a Lula ser candidato presidencial. 17/08/18. Disponível em : http://www.emol.com/noticias/Internacional/2018/08/17/917356/Comite-de-la-ONU-afirma-que-Brasil-debe-permitir-a-Lula-ser-candidato-presidencial.html. COOPERATIVA. Candidato brasileño prometió el indulto a Lula si gana las elecciones. 17/08/18. Disponível em : https://www.cooperativa.cl/noticias/mundo/brasil/lula-da-silva/candidato-brasileno-prometio-el-indulto-a-lula-si-gana-las-elecciones/2018-08-17/103229.html.

    18 CHINA DAILY. Brazil Workers’ Party names jailed Lula as candidate. 06/08/2018. Disponível em: http://www.chinadaily.com.cn/cndy/2018-08/06/content_36710624.htm. CHINA DAILY. In brief (page 11). 17/08/2018. Disponível em: http://www.chinadaily.com.cn/cndy/2018-08/17/content_36778825.htm. SOUTH CHINA MORNING POST. Even from behind bars… 05/08/2018. Disponível em: https://www.scmp.com/news/world/americas/article/2158303/even-behind-bars-brazils-lula-gets-nomination-president. SOUTH CHINA MORNING POST. Defiant Lula registers for Brazil…, 16/08/2018. Disponível em: https://www.scmp.com/news/world/americas/article/2159953/defiant-lula-registers-brazil-presidential-race-jail.

    19 EL TIEMPO. En contexto: Los 13 candidatos a la Presidencia de Brasil. 16/08/2018. Disponível em: <https://m.eltiempo.com/mundo/latinoamerica/candidatos-a-la-presidencia-de-brasil-256524>. Acesso em: 21/08/2018.

    20 EL TIEMPO. Por qué Lula da Silva es tan popular en Brasil. Disponível em: <https://m.eltiempo.com/mundo/latinoamerica/cronologia-de-por-que-lula-da-silva-es-importante-para-la-poblacion-brasilena-256664>. Acesso em: 21 ago. 2018.

    21 El TIEMPO. Lula tiene derecho a hacer campaña desde la cárcel’: ONU. El Tiempo. 17/08/2018. Disponível em:< https://m.eltiempo.com/mundo/latinoamerica/onu-pide-que-respeten-derechos-de-ser-candidato-a-lula-257354. Acesso em: 23 ago. 2018.

    22 EL TIEMPO. Dos sondeos vuelven y ratifican al encarcelado Lula como favorito. El Tiempo. 21/08/2018. Disponível em: <https://m.eltiempo.com/mundo/latinoamerica/encuestas-ratifican-a-lula-da-silva-como-favorito-en-las-elecciones-258382>. Acesso em: 23 ag. 2018.

    23 EL TIEMPO. Tribunales Federal y Electoral se medirán… Publicado em 28/08/18. Acesso em 29/08/18. Disponível em: https://www.eltiempo.com/mundo/latinoamerica/futuro-de-lula-da-silva-se-decidira-en-septiembre-en-los-tribunales-261532.

    24 EL TIEMPO. Editorial: Brasil, em vilo. Publicado em 28/08/18. Acesso em 29/08/18. Disponível em: https://www.eltiempo.com/opinion/editorial/brasil-en-vilo-elecciones-presidenciales-en-brasil-260968.

    25 EL COMERCIO. Brasil da inicio a la campaña electoral más corta e indefinida de su historia. 16/08/18. Acesso em 01/09/18. Disponível em: https://www.elcomercio.com/actualidad/mundo-brasil-campana-electoral-justicia.html. EL COMERCIO. Un candidato brasileño promete el indulto a Lula si gana las elecciones. 17/08/18. Acesso em 01/09/18. Disponível em: https://www.elcomercio.com/actualidad/mundo-brasil-candidato-indulto-luladasilva.html. EL COMERCIO. Dos encuestas ratifican a Lula como favorito para elecciones aún en la cárcel. 20/08/18. Acesso e 01/09/18. Disponível em: https://www.elcomercio.com/actualidad/encuestas-lulafavorito-carcel-elecciones-brasil.html. EL COMERCIO. Expertos de la ONU dicen que Brasil debe permitir a Lula presentarse a elección. 17/08/18. Acesso em 01/09/18. Disponível em: https://www.elcomercio.com/actualidad/onu-brasil-lula-candidato-elecciones.html. EL COMERCIO. Suspenden la huelga de hambre en defensa de Lula en Brasil. 25/08/18. Acesso em 01/09/18. Disponível em:

    https://www.elcomercio.com/actualidad/suspension-huelga-hambre-lula-brasil.html.

    26 EL PAÍS. Lula da Silva… 18/08/2018. Disponível em: https://elpais.com/internacional/2018/08/18/actualidad/1534618087_397472.html. EL PAÍS. Lula refuerza… 20/08/2018. Disponível em: https://elpais.com/internacional/2018/08/21/actualidad/1534804401_746229.html

    27 EL PAÍS. Diplomáticos de ocho países… 21/08/2018. Disponível em: https://elpais.com/internacional/2018/08/21/actualidad/1534882028_879335.html

    28 EL PAÍS. El real brasileño se debilita… 22/08/2018. Disponível em: https://elpais.com/economia/2018/08/22/actualidad/1534956750_534968.html

    29 EL PAÍS. La retórica xenófoba… 21/08/2018. Disponível em: https://elpais.com/internacional/2018/08/21/actualidad/1534881891_146822.html

    30 EL PAÍS. La carrera por el voto feminino… 16/08/2018. Disponível em: https://elpais.com/internacional/2018/08/16/america/1534446994_916943.html

    31 EL PAÍS. El “monstruo de la xenofobia” merodea la puerta de entrada de los venezolanos en Brasil. 26/08/2018. Acesso em 29/08/2018. Disponível em: <https://elpais.com/internacional/2018/08/25/america/1535221338_866275.html>

    32 EL PAÍS. Temer despliega las Fuerzas Armadas en la frontera de Brasil con Venezuela. 29/08/2018. Acesso em 29/08/2018. Disponível em: <https://elpais.com/internacional/2018/08/29/america/1535495442_090594.html>

    33 EL PAÍS. El ultra Bolsonaro se queda mudo ante sus rivales. 26/08/2018. Acesso em 29/08/2018. Disponível em: <https://elpais.com/internacional/2018/08/26/america/1535316455_029515.html>

    34 EL PAÍS. La caída de las divisas emergentes anuncia un periodo de turbulencias. 29/08/2018. Acesso em 29/08/2018. Disponível em: <https://elpais.com/economia/2018/08/28/actualidad/1535482739_474668.html>

    35 EL PAÍS. En Brasil, los candidatos hacen campaña hasta por Tinder. 23/08/2018. Acesso em 29/08/2018. Disponível em: <https://elpais.com/internacional/2018/08/22/mundo_global/1534954296_742400.html>

    36 EL PAÍS. Lula y Cristina. 28/08/2018. Acesso em 29/08/2018. Disponível em: <https://elpais.com/internacional/2018/08/29/america/1535495718_844749.html>

    39Assim alerta Eraña: “es necesario reflexionar sobre los riesgos que conlleva cuando la democracia pasa por la judicializacion de la política, es decir, cuando la justicia se vuelve selectiva y se hace uso de instrumentos jurídicos para dejar fuera a un posible candidato de representación popular. La justicia debe de ser claramente justa. Porque de otro modo, no sólo se está cometiendo una irregularidad, sino que se está socavando la credibilidad de las instituciones, y ese daño va mucho más allá de la o las personas a las que se pretende perjudicar (…)”. ERANA, Humberto. Lula candidato. 17/08/18. Disponível em : http://www.milenio.com/opinion/humberto-zurita-erana/peor-para-la-verdad/lula-candidato. GOOBAR, Walter. Lula dirige desde prisión su campaña presidencial, 28/08/2018. Disponível em: http://www.milenio.com/internacional/latinoamerica/lula-dirige-desde-prision-su-campana-presidencial. Acesso: 29/08/2018.

    41 EL COMERCIO. Comité de ONU… Disponível em: https://elcomercio.pe/mundo/actualidad/comite-onu-pide-brasil-permita-lula-da-silva-presentarse-elecciones-presidenciales-noticia-547805. LA REPÚBLICA. Comité de ONU… Disponível em: https://larepublica.pe/mundo/1300285-brasil-comite-onu-pide-lula-da-silva-mantenga-candidatura-elecciones. EL COMERCIO. Fiscalía de Brasil afirmo… Disponível em: https://elcomercio.pe/mundo/latinoamerica/fiscalia-brasil-afirmo-decision-onu-candidatura-lula-precipitada-noticia-nndc-548877. EL COMERCIO. Fiscal general Raquel Dodge… Disponível em: https://elcomercio.pe/mundo/latinoamerica/brasil-fiscal-general-raquel-dodge-presenta-impugnacion-candidatura-lula-da-silva-presidencia-noticia-547310. LA REPÚBLICA. Fiscalía electoral pide vetar… Disponível em: https://larepublica.pe/mundo/1302069-fiscalia-electoral-pide-vetar-candidatura-lula. EL COMERCIO. Lula da Silva y Partido de los Trabajadores… Disponível em: https://elcomercio.pe/mundo/latinoamerica/lula-da-silva-partido-trabajadores-inscribio-candidatura-presidencial-brasil-noticia-546989. EL COMERCIO. Miles de simpatizantes movibilizan… Disponível em: https://elcomercio.pe/mundo/actualidad/brasil-miles-simpatizantes-movilizan-apoyo-lula-da-silva-fotos-noticia-nndc-547110. LA REPÚBLICA. PT arriesga… Disponível em: https://larepublica.pe/mundo/1300367-pt-arriesga-candidatura-lula-da-silva. LA REPÚBLICA. Lula em batalla jurídica… Disponível em: https://larepublica.pe/mundo/1299740-lula-batalla-juridica-ahora-candidatura. LA REPÚBLICA. Brasil inicia campaña electoral… Disponível em: https://larepublica.pe/mundo/1299617-brasil-inicia-campana-electoral-presidenciales-octubre-lula-da-silva. EL COMERCIO. Juez Sergio Moro aplaza… Disponível em: https://elcomercio.pe/mundo/lula-da-silva-juez-sergio-moro-aplaza-interrogatorio-evitar-explotacion-electoral-noticia-nndc-547096. VÁZQUES, Ian. Lava Jato y democracia. EL COMERCIO, 28/08/2018. Disponível em: https://elcomercio.pe/opinion/mirada-de-fondo/lula-silva-cristina-kirchner-lava-jato-democracia-ian-vasquez-noticia-551279. Acesso em: 29/08/2018.

    43 PÚBLICO. Brasil: a ONU junta-se à desobediência civil. Disponível em: https://www.publico.pt/2018/08/21/mundo/opiniao/brasil-a-onu-junta-se-a-desobediencia-civil-1841467

    44 DIÁRIO DE NOTÍCIAS. Supremo adia decisão sobre Bolsonaro. Publicado em 28/08/2018. Acesso em 30/08/2018. Disponível em: https://www.dn.pt/mundo/interior/supremo-adia-decisao-sobre-bolsonaro–9773095.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DN-Ultimas+%28DN+-+Ultimas%29.

    45 DIÁRIO DE NOTÍCIAS. Discurso de candidato presidencial brasileiro Jair Bolsonaro é “perigoso” – ONU. Publicado em 29/08/2018. Acesso em 30/08/2018. Disponível em: https://www.dn.pt/lusa/interior/discurso-de-candidato-presidencial-brasileiro-jair-bolsonaro-e-perigoso—onu-9775772.html. EXPRESSO. Discurso de candidato presidencial brasileiro Jair Bolsonaro é “perigoso”. Publicado em 29/08/2018. Acesso em 30/08/2018. Disponível em: https://expresso.sapo.pt/internacional/2018-08-29-Discurso-de-candidato-presidencial-brasileiro-Jair-Bolsonaro-e-perigoso#gs.5pDp2sU

    46 RUSSIA TODAY. UN Human Rights Committee says Brazil’s Lula… 17/8/18. Disponível em: https://www.rt.com/newsline/436217-un-rights-brazil-lula/.

    48 EL PAÍS. Postulación de Lula es impugnada 16 veces, 24/08/2018. Acesso em: 29/08/2018. Disponível em: https://www.elpais.com.uy/mundo/postulacion-lula-impugnada-veces.html.

    49 EL PAÍS. Lula sigue liderando encuestas con el 39%, 23/08/2018. Acesso em: 29/08/2018. Disponível em: https://www.elpais.com.uy/mundo/lula-sigue-liderando-encuestas.html.

    50 EL NACIONAL. Tribunal recibió 16 impugnaciones contra candidatura de Lula. Publicado em 23/08/2018. Acesso em 30/08/2018. Disponível em: http://www.el-nacional.com/noticias/mundo/tribunal-recibio-impugnaciones-contra-candidatura-lula_249158

    51 EL NACIONAL. Candidato presidencial negó… 01/08/2018. Disponível em: http://www.el-nacional.com/noticias/mundo/candidato-presidencial-nego-que-brasil-haya-habido-dictadura_246230. EL NACIONAL. Lanzó candidatura del presidente… 04/08/2018. Disponível em: http://www.el-nacional.com/noticias/latinoamerica/lanzo-candidatura-del-presidente-detenido-lula-silva_246741. EL NACIONAL. Inscribió candidatura… 15/08/2018. Disponível em: http://www.el-nacional.com/noticias/latinoamerica/inscribio-candidatura-presidencia-lula-silva_248157. EL NACIONAL. Encuestas ratifican Lula… 21/08/2018. Disponível em: http://www.el-nacional.com/noticias/latinoamerica/encuestas-ratifican-lula-silva-como-favorito-para-elecciones-brasil_248757.

  • 18 de agosto de 2018

    Conjuntura Latitude Sul 07/2018

    Está no ar a nova edição do Conjuntura Latitude Sul!

    O Conjuntura Latitude Sul é uma publicação mensal voltada ao acompanhamento das notícias relacionadas aos temas de pesquisa dos grupos que integram a plataforma LATITUDE SUL (GRISUL, LABMUNDO, NEAAPE, OPSA).

    Esta edição do Conjuntura Latitude Sul é referente ao mês de julho de 2018. Confira!

    Conjuntura Latitude Sul – Julho/2018

  • 7 de agosto de 2018

    COORDENADORES DO LATITUDE SUL RECEBEM PRÊMIO NA ABCP

    O artigo  “Brazil’s foreign policy and the graduation dilema” (International Affairs,  vol. 93, n.3, 2017) de autoria de Carlos R. S. Milani, Leticia Pinheiro,  Maria Regina Soares de Lima,  professores do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ e coordenadores do Latitude Sul recebeu o Prêmio Olavo Brasil de Lima Júnior 2018, concedido pela Associação Brasileira de Ciência Política.

  • 10 de julho de 2018

    Conjuntura Latitude Sul 06/2018

    Está no ar a nova edição do Conjuntura Latitude Sul!

    O Conjuntura Latitude Sul é uma publicação mensal voltada ao acompanhamento das notícias relacionadas aos temas de pesquisa dos grupos que integram a plataforma LATITUDE SUL (GRISUL, LABMUNDO, NEAAPE, OPSA).

    Esta edição do Conjuntura Latitude Sul é referente ao mês de junho de 2018. Confira!

    Conjuntura Latitude Sul – Junho/2018

  • 12 de junho de 2018

    Conjuntura Latitude Sul 05/2018

    Está no ar a nova edição do Conjuntura Latitude Sul!

    O Conjuntura Latitude Sul é uma publicação mensal voltada ao acompanhamento das notícias relacionadas aos temas de pesquisa dos grupos que integram a plataforma LATITUDE SUL (GRISUL, LABMUNDO, NEAAPE, OPSA).

    Esta edição do Conjuntura Latitude Sul é referente ao mês de maio de 2018. Confira!

    Conjuntura Latitude Sul – Maio/2018

  • 23 de maio de 2018

    Ana Saggioro no IESP-UERJ!

    O IESP-UERJ convida a todos para a palestra “Economia Política das Relações Sul-Sul: Um estudo comparativo dos acordos de proteção de investimentos dos BRICS na África e na América Latina”, a ser ministrada pela professora Ana Saggioro (UFRRJ) no dia 08/06/2018 as 14 horas na Rua da Matriz, 82 – Botafogo, RJ.

  • 12 de maio de 2018

    Conjuntura Latitude Sul 04/2018

    Está no ar a nova edição do Conjuntura Latitude Sul!

    O Conjuntura Latitude Sul é uma publicação mensal voltada ao acompanhamento das notícias relacionadas aos temas de pesquisa dos grupos que integram a plataforma LATITUDE SUL (GRISUL, LABMUNDO, NEAAPE, OPSA).

    Esta edição do Conjuntura Latitude Sul é referente ao mês de abril de 2018. Confira!

    Conjuntura Latitude Sul – Abril/2018

  • 25 de abril de 2018

    Dilma Rousseff ministra palestra na Universidade da Califórnia em Berkeley

    A presidenta Dilma Rousseff proferiu uma palestra no Centro de Estudos Latino-americanos da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, no dia 18 de Abril de 2018. Na ocasião, também foi realizado o lançamento da versão em inglês do livro “Governos do PT – Um legado para o futuro”, de Aloizio Mercadante e Marcelo Zero; de acordo com o livro, já lançado em português, “a superação da crise, instituída no pais a partir do afastamento de uma presidenta legitima, sem que ela tenha cometido crime de responsabilidade, tem caráter emergencial e exige duas precondições: derrotar politicamente o golpe e evitar que a nova fase do golpe impeça a candidatura vitoriosa de Lula”.

    Confira a transcrição da palestra neste link.

    Assista ao vídeo completo da palestra logo abaixo: